quarta-feira, 16 de maio de 2018

Proposta da primeira usina solar municipal do país é apresentada em Imbituba


Instalar uma usina que possa suprir o consumo de energia de Imbituba (SC) de forma sustentável. Essa ideia foi apresentada pelo Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas na América Latina (Instituto IDEAL) e pela Prefeitura Municipal de Imbituba em um seminário realizado na sexta-feira, 6 de abril, no auditório da Câmara de Vereadores do Município, que estava lotado.
A ideia de implementar uma usina solar em Imbituba teve início em 2017. Na época, o presidente do Instituto IDEAL, Mauro Passos, conheceu a escola José Vanderlei Mayer, conhecida como CAIC. Devido a características como boa insolação e um amplo telhado sem sombreamento, Passos sugeriu ao prefeito Rosenvaldo da Silva Júnior que fossem instalados painéis solares nos telhados do colégio para gerar energia para a cidade. A unidade educacional passa por reformas, com orçamento da ordem de R$ 1,5 milhão. A previsão é de que as obras terminem até o fim do ano.
O seminário foi o momento de apresentar a ideia à comunidade. O prefeito, na abertura do encontro, ressaltou a importância do tema e mostrou entusiasmo. “Quando se fala em cuidar do meio ambiente, não adianta pensar apenas em cuidar da Amazônia, em coisas que estão distantes. Temos que cuidar do que é nosso. Temos que promover o uso de energia sustentável no município, cuidar das nossas águas, do tratamento do nosso esgoto. Dessa forma, vamos dar nossa contribuição como cidadãos e como município para esta questão global”, afirmou.
A arquiteta e pesquisadora do Grupo Fotovoltaica-UFSC, Clarissa Debiazi Zomer, realizou a palestra ‘Energia Solar Fotovoltaica & Arquitetura: Integração Ideal para Geração Energética em Centros Urbanos’. A pesquisadora falou tanto de aspectos científicos como econômicos. “A energia solar é a que mais vem crescendo ao longo dos anos, de forma exponencial. O que tem contribuído para isso? O aumento da tarifa de energia elétrica convencional; a redução do custo da energia solar, que se tornou viável; e a preocupação das pessoas e da sociedade em geral para minimizar os impactos do consumo energético”.
O presidente do Instituo IDEAL, Mauro Passos, falou mais especificamente sobre a ideia. “Eu tenho certeza de que este projeto de Imbituba vai ser uma referência para outras cidades e outros Estados. Porque ele é óbvio. Você está tirando despesas do município e incorporando patrimônio. E se a gente vai verificar, fazendo uma conta superficial, o custo de instalação vai ser muito próximo das despesas de energia. Ou seja, estamos agregando patrimônio ao município sem onerá-lo”.
No fim do evento, o Instituto IDEAL e a prefeitura assinaram um Termo de Parceria. O próximo passo é iniciar os estudos para a implementação da usina.

Indústria no RS produz cuias com energia do sol

Fábrica Cuias Jadi, de Frederico Westphalen (RS), produz cuias com o uso de energia solar e espera um retorno de investimento em cinco anos.
As cuias de chimarrão da fábrica Cuias Jadi, de Frederico Westphalen (RS), são comercializadas principalmente no Sul do Brasil, mas também são vendidas no exterior, em países como Argentina, Estados Unidos, Canadá e Alemanha. E, desde outubro de 2017, os produtos possuem um diferencial: o Selo Solar. “É um reconhecimento do nosso trabalho que chega inclusive a outros países. Estamos muito contentes”, afirmou Valéria Ciocari Trevisol, proprietária da empresa junto com o marido Jadir Trevisol.
O fato de produzir sua própria energia, de forma sustentável, e, assim, ter um diferencial comercial, foi um dos motivos que levou os proprietários a investir na energia solar. Mas o que mais pesou mesmo foi a possibilidade de retorno econômico, mais uma prova de que os custos para a implementação desta forma de energia estão caindo.
Segundo Valéria, a empresa tinha capital de giro para investir na tecnologia, mas optou por manter estes recursos em caixa e fazer um financiamento no banco Sicredi. Tudo foi intermediado pela Marsol Energia, uma empresa da cidade. “O custo inicial era alto, mas vimos que teria retorno com o tempo e decidimos investir. Estávamos visualizando o futuro”, contou.
O custo do sistema, com potência de 9,1 kWp, foi de R$ 62 mil, financiado em três anos. A conta de energia, que era de cerca de 800 a 1000 reais por mês, passou para aproximadamente 140, 200 reais. “Teremos o retorno em cinco anos. E, como o sistema tem uma vida útil de no mínimo 25 anos, teremos pelo menos 20 anos de lucro pela frente”, avaliou Valéria.

Dicas para especificar e comprar banheiras, jacuzzis, ofurôs e spas

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Diante da variedade de banheiras, jacuzzis, ofurôs e spas, é preciso se atentar a diversos fatores antes de escolher o modelo mais adequado (Foto: Jomar Bragança)


Equipamentos para banhos relaxantes podem ser instalados em áreas internas ou externas, mas precisam de dimensionamento correto e de instalações de água e esgoto apropriadas

Símbolos de luxo e conforto, banheirasjacuzzis, ofurôs e spas são equipamentos de alto custo que precisam ser corretamente dimensionados e especificados para garantir o pleno aproveitamento por seus usuários. Diante de uma ampla variedade de soluções – das banheiras de imersão às tecnológicas hidromassagens – uma dúvida é recorrente: como escolher o modelo mais adequado? Confira a seguir seis dicas que vão ajudar na tomada de decisão.

1 - ANALISE O PERFIL DO USUÁRIO

Algumas pessoas buscam uma banheira para usá-la individualmente, em um ritual de relaxamento e descompressão. Outras querem um espaço para ser compartilhado. Há quem não abra mão de jatos para massagem e quem se satisfaz com a imersão
Luiz Bianchi
Tudo deve começar por um estudo sobre o usuário. “Algumas pessoas buscam uma banheira para usá-la individualmente, em um ritual de relaxamento e descompressão. Outras querem um espaço para ser compartilhado. Há quem não abra mão de jatos para massagem e quem se satisfaz com a imersão”, comenta Luiz Bianchi, diretor comercial da Interbagno.

2 - CONSIDERE O TAMANHO E AS CARACTERÍSTICAS DO ESPAÇO

Uma vez definido o tipo de banho que se quer, parte-se para a avaliação do local que irá receber a banheira, que deve compatibilizar a área disponível com o desejo dos usuários. De modo geral, as banheiras de imersão são mais fáceis de inserir em ambientes preexistentes porque são self-standing ou free-standing, ou seja, podem ser colocadas sobre o piso, como um móvel. Esse tipo de banheira tem como principal atributo o design refinado. Em contrapartida, justamente por suas formas mais orgânicas, não devem ser coladas na parede (precisam ficar “soltas” no espaço) sob o risco de comprometer a limpeza no entorno.
Para quem tem pouco espaço disponível, outra alternativa é o ofurô, variação tradicional japonesa das banheiras de imersão. Um ofurô oval com um metro de diâmetro, por exemplo, já é suficiente para permitir banhos individuais.
Os spas (instalados em áreas externas para banhos de três ou mais pessoas simultaneamente) e as banheiras de hidromassagem demandam mais área para instalação. Para se ter uma ideia, um spa para cinco pessoas pode medir 2,40 m de comprimento. Embora grandes, as banheiras de hidromassagem podem ter formas variadas (redonda, quadrada, de canto), adaptando-se melhor às necessidades de cada projeto.

3 - OBSERVE OS PRÉ-REQUISITOS PARA INSTALAÇÃO

Para funcionarem, as banheiras de imersão e os ofurôs exigem conexão com rede de esgoto e acesso à água quente e fria. A alimentação pode se dar por uma bica de parede ou misturador de piso. Já as banheiras de hidromassagem demandam, além de saída de esgoto e entrada de água, eletricidade com disjuntores específicos. O mesmo ocorre com os spas, que também precisam ser colocados sobre pisos previamente nivelados.
Em edifícios, deve-se dar atenção especial à análise estrutural das construções. Tal cuidado é importante para garantir que o local tenha capacidade de carga suficiente para suportar o reservatório de água cheio. Isso vale principalmente para peças instaladas em varandas.

4 - CONHEÇA A MATÉRIA-PRIMA

Tradicionalmente, as banheiras são produzidas com fibra de vidro e ferro fundido esmaltado. Mas o desenvolvimento tecnológico permitiu à indústria aproveitar-se de materiais mais nobres, com maior durabilidade e acabamento. É o caso do acrílico (de aspecto brilhante) de custo competitivo e bom resultado estético.
Outro material em alta para banheiras é o solid, produzido a partir da combinação de matéria-prima mineral e acrílico. Entre as vantagens desse composto destacam-se a retenção de calor, a possibilidade de ficar exposto ao sol e à chuva e a maior resistência ao desgaste (por ser uma massa única, e não um material revestido). Todas essas propriedades implicam em um custo mais elevado e em maior peso. Enquanto uma banheira de acrílico pesa em torno de 50 quilos, uma de mesmo tamanho em solid passa de 120 quilos.

5 - COMPARE CUSTOS DE MODO GLOBAL

O preço de banheiras de imersão, ofurôs, banheiras de hidromassagens e spas pode variar bastante em função do tamanho da peça, da matéria-prima utilizada e da tecnologia empregada. Segundo Claudia Terra Silveira, da Riolax São Paulo, no caso das hidromassagens também influenciam o preço a quantidade de jatos e motores e a inserção de acessórios como telas de cristal líquido, som integrado, cromoterapia, frigobar e sistema de bolhas (air blower).
A comparação de custo entre diferentes banheiras precisa considerar também o valor de instalação. Esse é um ponto crítico dos modelos de hidromassagem tradicionais, normalmente embutidos em alvenaria revestida com mármore (material de alto custo).

6 - ATENTE A RUÍDOS E À MANUTENÇÃO

Para as banheiras motorizadas, vale observar o nível de ruído gerado que, a depender do modelo escolhido, pode ser excessivamente alto. Para usuários sensíveis, a recomendação é optar por modelos com motores mais silenciosos e/ou com placas de fechamento especiais para maior isolamento das bombas.
Os motores também precisam de cuidados especiais no projeto. Eles precisam estar protegidos de água e produtos químicos e ter ventilação adequada
Gislene Lopes
Os produtos disponíveis variam bastante no quesito manutenção. Algumas banheiras contam com sistema de desinfecção composto por reservatório de desinfetante. Outras usam jatos de ar que secam internamente a tubulação evitando água parada e contaminações. “Os motores também precisam de cuidados especiais no projeto. Eles precisam estar protegidos de água e produtos químicos e ter ventilação adequada”, destaca a arquiteta Gislene Lopes.

Atualização do sistema elétrico em edificações pode trazer economia

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O investimento na modernização do sistema pode garantir a redução do consumo de energia (foto: shutterstock/franz12)


Ações de modernização – como troca de equipamentos e reformas – são capazes de proporcionar de 15 a 20% de redução de custos com energia elétrica. Saiba mais

As constantes elevações nos valores das tarifas de energia representam custos ainda maiores para edificações com sistemas elétricos defasados. Afinal, esse tipo de circuito acaba consumindo mais eletricidade do que os atualizados. Para solucionar o problema, há uma série de ações a serem realizadas. “Nesses casos, é normal encontrar potenciais economias de 15 a 20% em edifícios comerciais, com retorno financeiro de três anos ou menos”, diz o engenheiro Edward Borgstein, especialista em eficiência energética e titular da Mitsidi Projetos.
Entre as intervenções que podem ser executadas estão medidas de gestão da operação, sem envolver valores financeiros; ações de melhoria da manutenção ou correção de sistemas, com baixo custo; e a troca de equipamentos e reformas de edifícios, que implicam investimentos mais altos, mas que se pagarão ao longo do tempo.

OS VILÕES DO CONSUMO

Buscamos sempre executar os retrofits em conjunto com outras reformas necessárias. Chamamos esses momentos de ‘pontos de oportunidade’
Edward Borgstein
Tanto em empreendimentos residenciais, incluindo os unifamiliares, quanto nos comerciais, um dos sistemas que mais usa energia é o ar-condicionado. Esse protagonismo pode variar dependendo da tipologia da solução e do clima local, porém não deixa de ser uma tecnologia que sempre aparece entre as grandes consumidoras de eletricidade. Já nos prédios comerciais, o setor de TI, devido aos data centers, por exemplo, costuma se sobressair nesse ranking.
No entanto, nem sempre é verdade que esses sistemas precisam passar pelo processo de atualização visando a eficiência. Antes de qualquer tipo de mudança, o primeiro passo é buscar a melhor gestão da energia, através de profissional especializado. “Com essa ação, será possível identificar os sistemas e soluções mais adequados para o edifício ou portfólio de empreendimentos”, fala Borgstein.

ATUALIZANDO O SISTEMA ELÉTRICO

Gerenciamento da operação é o processo que envolve a verificação do desempenho do sistema elétrico. Caso essa ação determine a necessidade de alguma alteração no circuito, como a troca de equipamentos defeituosos, o procedimento pode ser executado sem maiores transtornos aos ocupantes da edificação.
No entanto, quando é constatada a exigência de reforma total do sistema, o projeto precisa ser pensado de maneira a causar o mínimo de impacto aos moradores. “Buscamos sempre executar os retrofits em conjunto com outras reformas necessárias. Chamamos esses momentos de ‘pontos de oportunidade’. É muito mais viável realizar a atualização do sistema de iluminação durante uma alteração do layout do edifício, por exemplo”, conta Borgstein.

ATRPALHANDO A EFICIÊNCIA

Desde o projeto até a fase de utilização, passando pela execução, falhas podem atrapalhar a conquista da máxima eficiência energética em um sistema. É interessante observar que há impactos de diversas causas — como erros de projeto, falta de comissionamento, alterações no uso do edifício e necessidade de atualização.
“Porém, a maior interferência é causada pela baixa qualidade dos procedimentos de operação e manutenção (O&M) e pela falta de processos organizados de gestão energética”, informa o engenheiro.

FREQUÊNCIA DE ATUALIZAÇÕES

Pensar no sistema elétrico de determinada edificação significa envolver diferentes tipos de tecnologias e materiais. Por se tratar de um conjunto bastante complexo, não é possível determinar a vida útil de toda a instalação.
O importante é acompanhar e monitorar constantemente o desempenho do sistema para saber quando será necessário substituir algum material ou reformar
Edward Borgstein
Por isso, as várias partes do projeto necessitam de análises exclusivas. “Um sistema central de ar-condicionado pode ter uma vida de 20 anos, enquanto a iluminação dura menos tempo”, exemplifica o especialista.
Assim, é difícil pensar em uma equação única para determinar a frequência ideal para sua atualização. “O importante é acompanhar e monitorar constantemente o desempenho do sistema para saber quando será necessário substituir algum material ou reformar”, recomenda o engenheiro.

ENERGIAS RENOVÁVEIS

Solução que também auxilia na redução de custos com as tarifas de energia é o uso de microgeração através de fontes renováveis. “O aproveitamento de painéis fotovoltaicos é o que tem o maior potencial no Brasil, devido ao clima e altos níveis de insolação. A tecnologia tem registrado rápida queda de preço, e, atualmente, está financeiramente atrativa em muitas regiões. A quantidade de instalações no Brasil cresce exponencialmente”, fala o engenheiro.
Porém, esta não é a única opção disponível. Entre as demais alternativas, destacam-se a cogeração (que permite a geração de energia térmica e elétrica), os equipamentos eólicos e as baterias para armazenamento de energia, adotadas em casos específicos.

ZERO ENERGY BUILDING

Atualmente, é viável projetar um edifício que produz a sua própria energia ao longo do ano, como os Net Zero Energy (Edifícios de Energia Zero). Recentemente, o GBC Brasil publicou certificação para esse tipo de empreendimento.
“Já em edifícios existentes, o Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS) publica benchmarks que podem ser utilizados para avaliar e acompanhar o desempenho do prédio ao longo do ano, além de identificar seu potencial para melhoria. A entidade também produz guias para diagnóstico energético e eficiência energética em edifícios existentes, disponíveis em seu site na internet”, finaliza Borgstein.

Aprenda a escolher a lâmpada LED mais adequada para o seu projeto

Escolha da lâmpada deve ser feita com base nas necessidades do ambiente (crédito: shutterstock / l i g h t p o e t)


Fluxo luminoso, temperatura de cor e IRC são fatores determinantes para a compra da lâmpada ideal. O ambiente e os objetos a serem iluminados também devem ser analisados


Há quem acredite que lâmpada é tudo igual, mas não é bem assim. Além de existirem diferentes tipos – incandescentes, halógenas, fluorescentes etc. –, os modelos variam bastante, especialmente no caso das lâmpadas LED. Desde 1999 no mercado, elas vêm se tornando mais populares a cada dia.
É de suma importância a análise dos lúmens, pois indicam o brilho que a lâmpada vai fornecer a determinado ambiente
Érica Salguero
São inúmeras as vantagens que colocam o LED entre as melhores opções para lâmpadas atualmente. Entretanto, características técnicas como IRC, lúmens, Kelvin, entre outros, variam bastante. Por isso, é necessário entender o que cada uma delas significa para a especificação correta do produto.

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

IRC
Quando iluminado por luzes artificiais, o objeto pode apresentar cores diferentes das originais. O IRC (Índice de Reprodução de Cor) representa a capacidade da lâmpada para reproduzir fielmente as cores no ambiente. Essa característica é medida em uma escala de 0 a 100, que tem como referência máxima a lâmpada incandescente. “Lâmpadas que estão abaixo de 25 na escala não são confiáveis para verificar as cores reais de um objeto”, ressalta a arquiteta Erica Salguero.
Fluxo luminoso
Como o próprio nome sugere, o fluxo luminoso representa a quantidade de luz que uma fonte luminosa consegue emitir em todas as direções. Essa propriedade é medida em lúmens e influencia bastante na escolha da lâmpada ideal. “É de suma importância a análise dos lúmens, pois indicam o brilho que a lâmpada vai fornecer a determinado ambiente” destaca Salguero.
Temperatura de cor
Medida em Kelvin (K), a temperatura de cor tem a ver com a tonalidade da luz emitida, variando entre o quase branco (6.000K) a uma aparência amarelada (2.700K). Salguero explica que quanto mais alta for a temperatura de cor, mais clara será a tonalidade da luz. “Os termos ‘luz quente’ e ‘luz fria’ não se referem à sensação térmica do ambiente, mas à cor irradiada”, ela informa.

COMO ESCOLHER?

Apesar de a embalagem das lâmpadas LED informar a potência comparada a outros tipos de lâmpada,  não é essa informação que deve ser considerada na hora de escolher o produto. “A melhor maneira de escolher uma lâmpada é conhecer o ambiente que vai ser iluminado e seus objetos. E, a partir daí, especificar a temperatura de cor, o IRC, a vida útil, o fluxo luminoso e a potência”, explica Rubens Rosado G. Teixeira, assessor técnico da Abilumi (Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Produtos de Iluminação).
Para ambientes funcionais, como cozinha, banheiro, garagem e lavanderia, é necessária uma lâmpada com temperatura de cor mais fria, entre 4.000 K e 6.000 K, pois ela aumenta a sensação de clareza. Já para salas, quartos e varandas, a temperatura de cor ideal fica entre 2.600 K e 4.000 K, porque garante uma sensação maior de conforto. Em escritórios, a luminosidade é essencial, porém menos importante do que em uma cozinha. Assim, a temperatura de cor recomendada para esse tipo de ambiente fica entre 4.000 K e 4.500 K.
O IRC não deve variar muito, visto que, em qualquer situação é necessário manter a fidelidade das cores exibidas. Teixeira ressalta que o IRC deve estar sempre entre 80 e 100 para que haja reprodução fiel das cores. A definição do fluxo luminoso depende do tamanho do ambiente e da atividade a ser realizada nele. Isso é calculado através do lux, quantidade de fluxo luminoso da lâmpada dividido pela quantidade de m² do ambiente (na NBR 5.413, existe uma tabela com o lux médio para diferentes aplicações e cômodos).
A melhor maneira de escolher uma lâmpada é conhecer o ambiente que vai ser iluminado e seus objetos. E, a partir daí, especificar a temperatura de cor, o IRC, a vida útil, o fluxo luminoso e a potência
Rubens Rosado G. Teixeira

CUIDADOS NA HORA DA COMPRA?

Independentemente de a compra ser feita on-line ou presencialmente, é importante saber a procedência do fornecedor. Também é essencial que o produto tenha o selo de conformidade do Inmetro, pois dele garante qualidade e segurança. “Tenho visto na internet um mercado paralelo com lâmpadas baratas, mas que não foram certificadas pelo Inmetro ou que possuem certificação duvidosa. Não existe mágica nesse setor. Para um produto ter qualidade e não causar danos nem ao patrimônio nem aos usuários, tem de pagar um pouco mais”, finaliza Teixeira.

Sistemas off-grid garantem energia independente da rede elétrica

A energia transformada é armazenada em um sistema de baterias que garante autonomia mesmo na ausência de luz solar (crédito: shutterstock.com / dotshock)


O sistema transforma a radiação presente nos raios solares em energia elétrica e é capaz de armazená-la a partir do uso de baterias. Veja a seguir como é sua composição e os locais ideais de instalação

Cada vez mais popular no país, a energia solar atende a diversas demandas, seja para uso residencial em pequenas aplicações ou em usinas solares. A obtenção de eletricidade através de um método limpo é atrativa pela questão sustentável e também pela econômica, já que a conta de luz se reduz consideravelmente.
É possível obter independência energética e autossuficiência, não estando suscetível a falhas na rede de distribuição
Fabiano Perin Gasparin
No caso dos sistemas fotovoltaicos off-grid, o gasto com energia elétrica é zero. O sistema é autônomo e não depende do fornecimento de distribuidoras de energia. “É possível obter independência energética e autossuficiência, não estando suscetível a falhas na rede de distribuição”, destaca Fabiano Perin Gasparin, professor adjunto da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul.
O Brasil apresenta condições favoráveis ao uso desse sistema, pois, segundo o Atlas Solarimétrico da Cepel (Centro de Pesquisas de Energia Elétrica), a radiação solar média que atinge a sua superfície é de até 2300 quilowatt-hora por metro quadrado (kWh/m²).

COMPOSIÇÃO

Um sistema de energia solar fotovoltaica off-grid é composto por cinco partes:
Módulos fotovoltaicos
Também conhecidos como placas solares, são os responsáveis pela conversão da radiação solar em energia elétrica em corrente contínua. Gasparín ressalta ainda que os módulos podem ser interligados em paralelo, para aumentar a corrente do sistema, ou em série, para aumentar a tensão do sistema.
Baterias
Talvez a parte mais cara e essencial do sistema off-grid. São as responsáveis pelo armazenamento da energia a ser utilizada quando não há sol ou quando a geração é menor do que a demanda.
Controladores de carga
Com função de evitar sobrecargas ou descargas profundas da bateria, os controladores de carga conseguem prolongar a sua vida útil.
Inversor para sistemas isolados
São os responsáveis por converter a corrente contínua (12V ou 24V) gerada pelos módulos e armazenada pelas baterias em corrente alternada (127 V ou 220 V), que é compatível com a maioria dos equipamentos elétricos disponíveis.
Materiais diversos
Entre os materiais utilizados como apoio estão conectores, cabos, caixas de conexão e suportes para fixação dos módulos fotovoltaicos.
Para aplicações de pequeno porte, como alimentação de equipamentos em locais remotos, o sistema fotovoltaico off-grid é muito atrativo
Fabiano Perin Gasparin

COMO FUNCIONA?

A radiação presente nos raios solares atinge as placas que, através de módulos fotovoltaicos, a converte em corrente contínua. “Esta energia é consumida diretamente durante o dia pelos aparelhos, e o que não está sendo consumido é armazenado nas baterias para uso posterior”, explica o professor, que completa ressaltando a necessidade de um inversor para obter corrente alternada compatível com a maioria dos aparelhos elétricos.
Como não conta com o auxílio da rede de distribuição, é necessário o armazenamento da energia “excedente” para uso nos períodos sem sol, como à noite ou em momentos em que a radiação solar não é suficiente (dias chuvosos).

CÁLCULO DE CONSUMO

O cálculo de consumo é relativamente simples e pode ser feito por qualquer pessoa. “Basta multiplicar a potência (em Watts) dos aparelhos pelo número de horas de utilização”, explica Gasparin. O resultado é a quantidade de energia em Watt-hora (Wh), ou dividindo por mil, em kWh, que o sistema precisará fornecer.
Potência do equipamento x Projeção de horas de utilização por dia = Potência necessária
Soma das potências de todos os quipamentos / 1000 = quantidade de energia necessária em kWh

DIMENSIONAMENTO DO SISTEMA

O cálculo para determinar o tamanho do sistema engloba fatores mais técnicos. “Para o dimensionamento dos componentes e baterias, são necessários diversos conhecimentos de física, eletricidade e engenharia. Além disto é necessário buscar informações dos níveis de irradiação do local a ser instalado”, destaca Fabiano, que ainda recomenda que o projeto seja feito por empresas confiáveis e com corpo técnico qualificado.

APLICAÇÃO

Esse tipo de solução é ideal para locais remotos onde o custo para expansão da rede é muito elevado, permitindo a alimentação de lâmpadas, rádio, TV e geladeira. “Para aplicações de pequeno porte, como alimentação de equipamentos em locais remotos (radares em estradas, faróis de navegação, repetidores de sinal, equipamentos de comunicação etc.), o sistema fotovoltaico off-grid é muito atrativo”, comenta Gasparin.
Contudo, ele não suporta o uso de equipamentos que exijam muita potência, como chuveiros elétricos e ferro de passar roupa. Além disso, a instalação do sistema não é barata e ainda carece de melhorias na questão de armazenamento de energia. Por isso, ainda não é indicado para grandes aplicações.
“Projetos de grande porte são viáveis apenas em conjunto com outra fonte, formando um sistema híbrido, por exemplo, com um gerador a diesel em locais remotos. O sistema fotovoltaico atuará como forma de economizar combustível. Um sistema de grande porte apenas fotovoltaico off-grid só será viável quando a tecnologia de baterias avançar e os custos reduzirem”, alerta Gasparin.

Relatório aponta que energia renovável emprega 10 milhões no mundo

Levantamento da Agência Internacional de Energia Renovável mostra que Brasil está entre os seis países que mais empregam no mercado de energia renovável 


China lidera a lista de países que mais empregam no segmento de energia fotovoltaica (Crédito: Arquivo/Agência Brasil)

Dez milhões de pessoas no mundo estão empregadas no setor de energia renovável, incluindo hidrelétricas, de acordo com a quinta edição do relatório Renewable Energy and Jobs – Annual Review, lançado na terça-feira (8) passada pela Agência Internacional de Energia Renovável (Irena, na sigla em inglês).
Segundo a organização, China, Brasil, Estados Unidos, Índia, Alemanha e Japão são os maiores empregadores do mercado de energia renovável do mundo, representando mais de 70% de todos os empregos no setor globalmente. Ainda de acordo com os números, com o processo de descarbonização do sistema enérgico, o setor pode empregar mais de 28 milhões de pessoas até 2050.
Atualmente, a produção de energia fotovoltaica lidera a área renovável, com 3,4 milhões de empregos - somente a China é responsável por 2 terços deles, equivalente a 2,2 milhões de postos de trabalho. Ao seu lado estão Bangladesh, Índia, Japão e Estados Unidos, que juntos por cerca de 90% dos empregos em energia solar fotovoltaica em todo o mundo.
Brasil
O mesmo relatório mostra que no Brasil se destaca o segmento de biocombustíveis, que aumentou 1% em 2017, totalizando 593.400 postos de trabalho. A Irena estima que o Brasil empregou 202 mil pessoas no setor de biodiesel em 2017, 30 mil a mais em relação ao ano anterior.
Já sobre a indústria eólica, o levantamento revela que o setor emprega cerca de 33.700 pessoas na fabricação, construção, instalação, operação e manutenção. Em 2017, a indústria eólica fechou o ano com 12,8 gigawatts (GW) de energia acumulados.
O emprego total em 2017 foi estimado em cerca de 42.000 postos de trabalho, com cerca de 27.500 na indústria transformadora e 14.500 na instalação.